Revolução Russa (3 de 6): Governo Provisório e a revolução menchevique


Governo Provisório: a revolução menchevique



Com a queda do czar, se instala na Rússia um governo provisório, liderado, por políticos conservadores da Duma (parlamento russo) e do soviete de Petrogrado (compostos por trabalhadores, militares e socialistas de diferentes correntes ideológicas). Trata-se de um governo com características liberal-burguesas, liderado pelo príncipe Lvov (grande latifundiário) que recebia grande influencia de Alexandre Kerensky, líder menchevique, que rapidamente irá assumir o poder. No lugar do regime czarista é instalada a chamada República de Duma. Ao mesmo tempo, os sovietes renascem com intensa vitalidade, fazendo grande pressão em relação ao novo governo. 

Se a sustentabilidade do governo provisório era frágil, ela somente pioraria com a adoção de medidas que contrariavam os sovietes e as massas proletárias, entre elas o adiamento da reforma agrária e da convocação da Assembléia Constituinte, além da insistência em manter a Rússia na guerra. A situação mostrava-se crítica, com falta de alimentos, inflação gritante, deserções no campo de batalha e ataque às propriedades.

Lênin, que voltara do exílio em abril de 1917 (com ajuda do governo alemão), vai canalizar toda essa insatisfação popular em favor do Partido Bolchevique, por meio do slogan “Paz, pão e terra”, que sintetizava exatamente o descontentamento com a guerra, com as desigualdades no campo e com a carestia de alimentos e péssimas condições de trabalho nas indústrias. Reivindicando “Todo o poder aos sovietes”, as propostas do Partido Bolchevique – entre elas a imediata expropriação das terras dos proprietários rurais e a distribuição das mesmas aos camponeses, e o controle das fábricas pelos operários – irão rapidamente ganhar espaço no convulsionada Rússia de 1917.

Por outro lado, Trotski, que também havia retornado do exílio, começou o formar um exército vinculado aos bolcheviques, a Guarda Vermelha, embrião do futuro Exército Vermelho. Trotski se preparava para a possibilidade de uma ação militar organizada contra o regime vigente. Assim, sem o apoio do campesinato (que queria a reforma agrária), tendo a forte oposição política dos sovietes, sem apoio popular, e sem o apoio dos setores militares (que queriam o fim da guerra), o governo provisório desmanchava-se, sem ele mesmo se dar conta disso.

Na imagem acima, Lênin varre os exploradores, que estão representados pelos capitalistas, o regime czarista e a Igreja.


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