O stalinismo


Outro exemplo de um regime totalitário diz respeito ao stalinismo na União Soviética.

A Rússia vai passar por uma revolução socialista no ano de 1917, com a tomada do poder pelos trabalhadores e a instalação da chamada “ditadura do proletariado”. Contudo, e apesar dos princípios que prezam o bem comum e a distribuição das riquezas, o revolução socialista irá se transformar em um dos mais sanguinários regimes da história, em especial a partir do momento em que Stalin chega ao poder.

Os sinais de que a Revolução Socialista não toleraria oposição e manteria o poder ultracentralizado evidenciavam-se desde a tomada de poder pelos bolcheviques:

Trotski, que outrora havia organizado a famosa Guarda Vermelha, sustentáculo dos bolcheviques, formou-se, também a Tcheka, uma polícia política secreta muito parecida com a famosa Gestapo nazista e com a clara função de perseguir opositores do regime. Além disso, criou os gulags, famosos campos de trabalhos forçados, para onde eram encaminhados os agora inimigos da revolução.
 
 Na medida em que não conseguiram maioria no Congresso, os bolcheviques simplesmente dissolveram a Assembléia Constituinte e criaram o Partido Comunista, gradativamente reduzindo o poder popular e dos sovietes, transformando a ditadura do proletariado em uma ditadura do Partido Comunista, comandado por Lênin e Trotsky.

Outro exemplo da intolerância do agora Partido Comunista foi à repressão aos marinheiros do porto de Kronstadt, que haviam sido os primeiros que aderiram ao processo revolucionário, tidos como heróis. Como em 1921 a situação já evidenciava um descaminho do poder, Kronstadt começou a se opor abertamente aos rumos da revolução e ensaiar uma suposta “terceira revolução”. O Exército Vermelho levou 10 dias para vencer e massacrar Kronstadt, executando milhares de sobreviventes ou mandando-os para prisões na Sibéria.

Cassou de forma impiedosamente todos que minimamente se mostrassem uma ameaça e instituiu o que se costuma chamar de “culto à personalidade”, onde se procura continuamente reforçar a imagem do líder e, em contraposição apagar e denegrir a imagem dos opositores, reescrevendo a história de acordo com os seus interesses. 




 
Vítimas do "terror vermelho"


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