Revolução Chinesa (1 de 2) - A tomada de poder pelos comunistas


Em 1921 foi fundado o Partido Comunista Chinês sendo que entre os seus fundadores estava o futuro líder do país, Mao Tse-Tung. As divergências entre nacionalistas e comunistas levaram a China a uma guerra civil. Duramente perseguidos a partir de 1927 os comunistas passaram e se refugiar nas zonas rurais aglutinando camponeses e operários na luta revolucionária constituindo um significativo contingente de 30 mil homens armados à disposição do partido. 


Contra os comunistas havia mais de 900 mil homens que passaram a perseguir os comunistas ao longo da década de 1930 em especial nos anos de 1934 e 1935. Mao Tse-Tung organizou os comunistas em uma espetacular retirada das tropas que somavam cerca de 100 mil homens percorrendo impressionantes 10 mil quilômetros no que ficou conhecido como a “Longa Marcha”.


Em 1937 o Japão invade a China (que não conseguiu resistir) levando os nacionalistas e os comunistas a uma união que se estenderia até o final da Segunda Guerra Mundial. Após a expulsão dos japoneses as hostilidades e os conflitos civis recomeçaram. Contudo, devido a grande resistência em relação aos invasores japoneses os comunistas mostravam-se fortalecidos e com amplo apoio popular (e da URSS) efetivaram uma grande ofensiva contra os nacionalistas (que passaram a contar com o apoio dos EUA) entre os anos de 1945 e 1949.

Em 1º de outubro de 1949 o Partido Comunista tomou o poder e proclamou a República Popular da China e a URSS ganha um importante aliado contra os capitalistas. 


Depois de mais de uma década de guerras a China pós-revolução comunista estava arrasada. A URSS logo saiu em ajuda de seu novo e mais importante aliado fornecendo apoio financeiro, tecnológico e militar com o objetivo de proporcionar a recuperação da economia chinesa além da adoção de medidas socialistas como a estatização a coletivização das terras e a alfabetização da população. 

As medidas socialistas não evitaram os racionamentos de alimentos, a redução da produtividade, os movimentos grevistas e as insatisfações com relação ao regime que evidentemente não eram toleradas. Muitos intelectuais tiveram que passar por um verdadeiro processo de “remodelagem intelectual” tendo que se adequar a nova perspectiva de poder.

Em 1956 frente a onde de protestos Mao Tse-Tung recuou admitindo certa liberdade de expressão, trata-se do Movimento das Cem Flores (com posteriores repressões). 

Em 1958 a China resolve abandonar a tutela da URSS e trilhar o seu próprio caminho de desenvolvimento econômico lançando uma campanha de mobilização popular em prol da rápida industrialização do país. Com o slogan “Três anos de esforço e privações, mil anos de felicidade” os comunistas colocariam todos os seus esforços no “Grande Salto para Frente”. 


Criaram-se as Comunas Populares que eram fazendas geridas pelos próprios camponeses, com fábricas, escolas, e hospitais. A lógica era que cada Comuna fosse responsável pela produção industrial própria além de uma igualdade social absoluta. O Grande Salto, na prática se transformou em um enorme fracasso levando o país a uma grave fome entre os anos de 1960-61. 


Para piorar na década de 1960 o governo Chinês passou a criticar duramente a URSS (de aproximação com os EUA) o que levou Moscou a cortar a sua ajuda financeira aos chineses. 

Como reação e forma de manter o poder sobre controle a partir de 1966 Mao Tse-Tung dará inicio a Grande Revolução Cultural. Com o objetivo de acabar com qualquer resquício da “burguesia ou do modo de vida capitalista”, ocorreu a mobilização dos estudantes chineses que formando as Guardas Vermelhas. Mais de 11 milhões de jovens começaram uma perseguição implacável contra os “hábitos e costumes da burguesia” onde qualquer valor associado ao Ocidente deveria ser duramente reprimido. 


A paranoia se instalou, com a perseguição de médicos, cientistas, professores, intelectuais e qualquer um que pudesse fazer oposição a Mao Tsé-Tung (templos e obras de arte foram destruídos). Nas escolas o Livro vermelho (que continha citação de Mao) tornou-se leitura obrigatória e o culto a personalidade do líder chinês alcançou proporções monumentais, ajudando a mantê-lo no poder até a sua morte em 1976.

Para saber mais sobre a Guerra Fria é só continuar lendo!


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