Guerra de Canudos - Parte 2 de 2


Em novembro de 1896 começa a guerra de Canudos. Na verdade arrumou-se um motivo para essa guerra. Belo Monte precisava de madeira para construir uma nova igreja. Fez-se uma encomenda a Juazeiro e o pagamento foi antecipado, mas a madeira não foi entregue. Espalhou-se propositadamente um boato em Juazeiro de que os seguidores de Antonio Conselheiro iriam invadir a cidade, o que ocasionou a fuga de boa parte da população de Juazeiro. Foi o motivo para que se formasse a primeira expedição de ataque a Belo Monte.

Essa primeira expedição composta de 113 soldados tinha a função de proteger Juazeiro, mas como não havia ataque nenhum partiram em direção a Belo Monte. Houve um confronto em Uauá onde morreram 10 membros da expedição e calcula-se que entre 100 e 200 sertanejos. A primeira expedição retornava sem êxito.

Em janeiro de 1897 temos uma nova investida, desta vez com mais de 600 integrantes, incluindo 2 canhões e 3 metralhadoras. Com melhor conhecimento do terreno os sertanejos fizeram duas emboscadas obrigando a expedição a recuar.

Em março de 1897 a terceira expedição aproxima-se de Canudos, desta vez equipada com seis canhões e mais de 1.300 soldados. Essa terceira expedição consegue entrar em Belo Monte, mas depois de muitas horas de combate foi derrotada deixando um saldo de 116 componentes da expedição mortos e 120 feridos.

Em março parte a quarta e última expedição, agora com mais de 6000 componentes e grande quantidade de canhões e armamento, inclusive um canhão Withworth, apelidado de “matadeira”, tão grande o seu poder de fogo.

Em setembro de 1897 morre Antonio conselheiro e a última estrada que abastecia Canudos e tomada pelo exército. A cidade estava totalmente cercada. O exército faz, enfim, uma grande investida com quase 6000 homens conseguindo aniquilar a resistência dos sertanejos.

A Guerra de Canudos durou um ano e mobilizou mais de 12 mil soldados oriundos de 17 estados brasileiros. A República mostrava que tinha um exército que poderia ser agrupado e deslocado com bastante rapidez; não toleraria, portanto, revoltas em nenhum de seus Estados. Estima-se que com a guerra tenham morrido mais de 25 mil conselheristas, culminando com a destruição total da cidade.


Pela Bahia: o celebre Conselheiro, tem dado que fazer e pode-se mesmo dizer que tem pintado o diabo.



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