Integralismo (AIB - Ação Integralista Brasileira) - O fascismo brasileiro


O Integralismo, ou mais especificamente a Ação Integralista Brasileira foi um movimento que desempenhou papel importante no contexto da década de 1930. Pra entender o Integralismo, devemos compreender o que estava acontecendo na década de 1920 e 1930. 


Na Europa destruída pela guerra havia a ascensão dos nacionalismos, em alguns casos convertendo-se em regimes totalitários, como no caso do nazismo e do fascismo. No Brasil, temos a crise da hegemonia das oligarquias cafeeiras e a redefinição das relações de poder, com o golpe de 1930. E nesse momento que surge o Integralismo como um projeto político e ideológico para a construção de um novo Brasil.

A AIB funcionou oficialmente de 1932 a 1938. Chegou a ter mais de 500 mil aderentes. O Integralismo pregava a ideia do “Estado Integral”, que seria a soma dos esforços de todos em prol da nação. O Estado aparece como uma grande família e todos deveriam colaborar para a moralização e progresso dessa família. 

Os integralistas ficaram conhecidos por sua disciplina e pela utilização de muitos símbolos que se assemelham muito aos regimes totalitários. Tratava-se da utilização da propaganda e da imagem como arma política. Como símbolo eles utilizavam a letra grega Σ (sigma) que indicava a soma dos infinitamente pequenos. A saudação, com o braço esticado e mão espalmada, era acompanhada pelo grito de “Anauê” – um grito de guerra na língua tupi, que significa “eis-me aqui”. Sempre se apresentavam uniformizados, com camisas e capacetes verde-oliva, o que fez com que ficassem conhecidos como camisas-verdes – e em outra abordagem, galinhas-verdes. 

De uma forma geral o integralismo era dirigido aos extratos médios urbanos, que durante a década de 1930 ansiavam por representatividade, contudo, muitos simpatizantes de vários extratos sociais aderiram aos aspectos autoritários da AIB, entre eles Getúlio Vargas que apoiou o movimento desde o seu surgimento. 

A AIB apoio Vargas no Golpe de 1937, mas logo após a criação do Estado Novo, Vargas decretou o fechamento de todos os partidos políticos nacionais, inclusive da AIB. Como retaliação um grupo de 80 integralistas atacaram a sede do Governo Federal como intento de matar Vargas. Por muito pouco não conseguiram, impedidos pelo exército. Contido a ataque ocorreu a retaliação: inúmeros revoltosos foram fuzilados e em torno de 1500 integralistas foram presos. O líder do movimento, Plínio Salgado acabou exilado em Portugal. 

Abaixo uma manifestação da Ação Integralista Brasileira. Na sequência, cartazes produzidos pela AIB.








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