República Velha (1 de 3): Instauração da República




Em 1889 é instaurado o regime republicano no Brasil, fruto de uma articulação entre os setores agrários e a alta oficialidade do exército. A República, entretanto, não alterou significativamente as estruturas da sociedade brasileira.

A crise do Império foi resultado das transformações processadas na economia e na sociedade, a partir do século XIX, entre essas inúmeras transformações pode-se, destacar:

O centralismo monárquico. Característica que acompanhava a monarquia desde o momento em que D. João VI se tornou o primeiro rei em terras americanas, e que se chocava com as aspirações federalistas das províncias – aspirações que já haviam rendido inúmeros movimentos de contestação por todo o Brasil ao longo do século XIX. 

Interferência do estado nos assuntos religiosos (o imperador, por exemplo, poderia nomear sacerdotes), fazendo com que o D. Pedro II perdesse gradativamente o apoio da Igreja Católica. 

A falta de apoio dos militares, que haviam adquirido coesão a partir da Guerra do Paraguai e ansiavam por maior voz nos assuntos na nação. Deve-se destacar, igualmente, que houve uma grande participação de escravos na Guerra do Paraguai, uma vez que os fazendeiros ou aristocratas podiam mandar escravos para lutar no seu lugar, e o governo passou a oferecer a liberdade para escravos que se dispusessem a guerrear. A participação dos escravos integrando os batalhões contribuiu para que a causa libertária se disseminasse dentro do exército, ganhando a simpatia de inúmeros oficiais e trazendo mais um ponto de discórdia fundamental, afastando o exército da monarquia. 

Por outro lado, a crescente oposição da elite agrário-exportadora, parte dela insatisfeita com o fim da escravidão em 1888, que ocorreu sem a compensadora indenização. 

A forte oposição do crescente partido republicano colocou Dom Pedro II em uma posição delicada. As idéias republicanas contribuíram para a desestruturação da imagem da monarquia. Através da propaganda procurava se mostrar toda a fragilidade da sucessão ao trono (com a morte do imperador quem estava imediatamente na linha sucessória era a princesa Isabel, e o seu conjugue o conde D’Eu). As idéias republicanas ligadas ao federalismo gracejavam por jornais e revistas em todo o Brasil, potencializadas pela ironia e difamação da imagem da monarquia. 

Por outro lado, começou a se disseminar a idéia de que a monarquia não era o melhor sistema político para levar adiante o conjunto de alterações necessárias para a suposta “modernização” do Brasil. Urbanizar, trazer imigrantes para substituir a mão-de-obra escrava (e mais tarde, “clarear” a raça), ampliar a rede ferroviária, e industrializar o país eram novas aspirações dos setores progressistas no Brasil.

Percebendo que a situação tornara-se delicada o imperador tentou programar algumas reformas emergenciais, com a finalidade de acalmar os ânimos e manter o controle. O novo gabinete, nomeado pelo imperador tentou enfraquecer o poder do exército, o que apenas serviu para aumentar a insatisfação que deu lugar a uma manifestação, e posteriormente a derrubada do gabinete. O imperador, que estava em Petrópolis não teve tempo suficiente de voltar ao Rio de Janeiro para fazer valer a sua voz política. 

Em meio ao tumulto, militares aliados à burguesia cafeeira conseguiram no dia 15 de novembro de 1889 impor o golpe que derrubou a monarquia, colocando no poder o marechal Deodoro da Fonseca e nomeando um Governo Provisório. Era o começo da República no Brasil. 

Abaixo a primeira imagem ilustra a questão religiosa, que criou uma intensa animosidade entre a Igreja Católica e a monarquia. Na sequência, uma segunda ilustração representa os temores em relação aos militares.



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