Organização do pensamento (2 de 2): A lógica - Principais tipos de falácias


Entre os principais tipos de falácia pode-se destacar:


Argumentum ad antiquitatem – Baseado na antiguidade ou tradição. Consiste basicamente em afirmar que algo é verdadeiro porque é antigo ou sempre foi da mesma forma. Um exemplo: “Essa simpatia tem sido utilizada a mais de uma centena de anos, logo ela deve realmente funcionar”. “Cristãos acreditam em Jesus há milhares de anos. Se o Cristianismo não fosse verdadeiro, não teria perdurado tanto tempo”.


Argumentum ad hominem – Trata-se de atacar o argumentador em vez de provar a falsidade do enunciado. “A afirmação de Pedro é falsa, pois ele é um sujeito mal-educado”.


Argumentum ad ignorantiam – O argumento do “ignorante”, ou seja, algo é considerado verdadeiro simplesmente porque não foi provado que é falso. “Ninguém provou que gnomos não existem, portanto, gnomos existem”.


Non sequitur – A conclusão não está vinculada (ou segue) as premissas. “Um gato é um animal. Eu sou um animal. Logo, sou um gato”. “A política no Brasil é péssima. Precisamos melhorar a qualidade política. Vote Tiririca, pior que está não fica”.


Argumentum ad Baculum – Quando se utiliza a força ou ameaça para induzir ou outros a aceitarem uma conclusão. “Acredite em Deus, senão irá pro inferno”.


Argumentum ad Populum e Numerum – Apelo ao povo. Tentar conquistar a aceitação de uma preposição apelando a um grande número de pessoas. “Milhares de pessoas acreditam que os extraterrestres construíram as pirâmides, portanto, deve ser verdade” ou “Toda mundo sabe que a Terra é plana. Então por que razão insiste nas tuas excêntricas teorias?”. Numerum faz referência a dados estatísticos favoráveis. Exemplos: “A maioria da população pobre vota na Dilma, portanto ela deve ser uma ótima governante”.


Argumentum ad Verecundiam – Trata-se no argumento baseado em na credibilidade de uma autoridade no assunto. “Se o professor afirmou isso, certamente é verdadeiro”.


Falácia da Divisão – Tomar a parte pelo todo. “Você estuda num colégio rico. Logo, você é rico.”


Cum hoc ergo propter hoc – Falácia do Galvão Bueno. Na medida em que dois eventos ocorrerão juntos eles estão relacionados. “O Brasil ganhou da Inglaterra no dia 13, hoje é dia treze. Logo, o Brasil vai ganhar da Inglaterra novamente”.


Post hoc ergo propter hoc – Pelo simples fato de um evento ter ocorrido após o outro, eles têm validade. Relação de causa e efeito. "O Japão rendeu-se logo após a utilização das bombas atômicas por parte dos EUA. Portanto, a paz foi alcançada devido à utilização das armas nucleares."


Argumentum ad Crumenam e Lazarum – Acreditar que o dinheiro confere veracidade. “Este tênis é o mais caro, portanto é o melhor”. No caso do lazarum, pelo fato de ser mais pobre é mais virtuoso, por exemplo, “A voz dos pobres é a voz da verdade”. “O Lula é o governante mais virtuoso, pois ele veio do extrato social mais humilde da população”.


Evidência anedótica – Histórias baseadas normalmente em experiências pessoais que tentam comprovar algo. Para comprovar a existência de Deus, por exemplo: “Semana passada eu li sobre uma garota que estava morrendo de câncer, então sua família inteira foi para uma igreja e rezou, e ela foi curada”.


Argumentum ad Misericordiam – Falácia da Suzana. Apelo à compaixão para tentar provar sua preposição: “Eu não assassinei meus pais com um machado! Por favor, não me acuse; você não vê que já estou sofrendo o bastante por ter me tornado um órfão?”


Apelo à natureza – Se recorre a uma suposta verdade contida no mundo “natural”. “Os animais competem entre si no meio natural, portanto, é normal que raças superiores explorem as raças inferiores” ou “A natureza é selvagem, portanto, é natural que o capitalismo seja igualmente selvagem”. 



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