Urbanização (6 de 7) - Definições e classificação das cidades


  • Cidades espontâneas e planejadas: as cidades espontâneas expandiram-se a partir de um núcleo original de povoamento, ao longo do tempo, sem planejamento e comumente com traçados irregulares. As cidades planejadas cresceram tendo como base uma planificação, em locais previamente escolhidos, em períodos breves e com finalidade geopolítica.

  • Cidades formais e informais. Trata-se de uma divisão que ocorre dentro dos limites das cidades pautada pela lógica do lucro, inclusive no que diz respeito aos serviços público. A partir dessa lógica criam-se áreas centrais dotadas de infraestrutura e serviços básicos como saneamento e áreas periféricas onde a uma carência dos serviços básicos na medida em que a população mais baixa muitas vezes não proporciona grande rentabilidade aos investimentos necessários (de acordo com a lógica do lucro).

  • Conurbação: Na medida em que as cidades crescem pode ocorrer a ocupação horizontal de suas áreas limítrofes. Quando tal crescimento atinge os limites do município vizinho de forma que os limites geográficos dos municípios em questão mal podem ser diferenciados tem-se a chamada área conurbada ou conurbação.

  • Metrópole. União de várias cidades, que na prática funcionam como uma única cidade.

  • Região ou área metropolitana: Formada por vários municípios conurbados, tendo como centro polarizador as cidades maiores.

  • Megalópole. Muitas vezes as regiões metropolitanas estão de tal forma interligada que dão origem às megalópoles, como, por exemplo, a região formada por Bos-Wash (região que se estende de Boston a Washington, incluindo grandes metrópoles). O Brasil ainda não concluiu a formação de megalópoles (São Paulo e Rio de Janeiro ainda não são uma megalópole).
 
 
  • Desmetropolização. Trata-se da redução do crescimento dos grandes centros urbanos como São Paulo e Rio de Janeiro e o crescimento mais acentuado de cidades de médio porte em diversas regiões do Brasil. A principal motivação para o fenômeno da desmetropolização é a migração das indústrias em busca de menores custos de produção e incentivos fiscais, além de redução do custo de vida nas cidades de médio porte.

  • Rede urbana. Trata-se de uma interligação entre as cidades a partir de dos fluxos de pessoas, informações, mercadorias, ideias, etc. Dentro da rede urbana tem-se a lógica da hierarquia.

As cidades no mundo contemporâneo apresentam com frequência uma hierarquia baseada no poder econômico, onde as cidades maiores funcionam como pólos para as cidades menores.

Um exemplo é de um estudante que é obrigado fazer um cursinho pré-vestibular em uma cidade vizinha, um pouco maior e que é um pólo regional. Porém, se passar no vestibular, esse estudante terá que se deslocar para a capital do estado, cidade maior e que disponibiliza cursos superiores. Ou seja, a polarização funciona na medida em que a cidade maior oferece uma variedade enorme de produtos e serviços, que invariavelmente não existem nas cidades menores.

Contudo, no mundo contemporâneo temos assistido a um processo inverso, onde indústrias e empresas migram dos grandes centros urbanos para cidades menores, que oferecem vantagens e benefícios. Esse fenômeno somente é viável devido à evolução das telecomunicações e dos meios de transporte. Nos dias de hoje, através da internet, por exemplo, a transferência de informações e a comunicação são instantâneas. 

  • Cidades Globais. Muitas cidades podem alcançar um grau de importância e de polaridade tão grande que se tornam “cidades globais”. Essas cidades abrigam a sede de grandes empresas, bolsa de valores, grandes universidades, infra-estrutura diversificada e sofisticada, tecnologia, economia dinâmicos, e inúmeros outros fatores, de tal forma que por sua importância essas cidades passam a fazer a ligação do país com o exterior.


  • Megacidades. Cidades com mais de 10 milhões de habitantes e que muitas vezes acumulam o título de cidade global. Nem sempre a cidade global é uma megacidade, como, por exemplo, Paris e Frankfurt. Da mesma forma, nem sempre uma megacidade é uma cidade global, como, por exemplo, Karachi no Paquistão e Calcutá na Índia.


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