A alienação no trabalho (3 de 4) - Principais formas de trabalho alienado


Marx defende a ideia de que a sociedade industrial formatou o trabalho alienado, onde o “ser” e substituído pelo “ter”, ou seja, uma sociedade pautada, sobretudo, pela produção de mercadorias. Nessa sociedade o trabalho se manifestaria de quatro formas principais: 


O estranhamento do homem, em relação à objetivação do seu trabalho. 


Neste caso, o trabalhador não se identifica ou domina a totalidade de seu trabalho. O seu trabalho lhe é estranho, ele não compreende o objetivo ou finalidade das operações que executa, tornando-se assim um escravo de seu próprio trabalho, um mecanismo, uma máquina. Esse estranhamento do homem em relação ao seu trabalho levaria os indivíduos a um embrutecimento. 


O estranhamento do homem com relação ao objeto do seu trabalho


O trabalhador não reconhece e não é dono do produto final do seu trabalho. 


O trabalho enquanto fonte de satisfação de suas necessidades

Neste caso o trabalho existe apenas como forma de obtenção e satisfação das necessidades criadas pelo homem. O trabalhador torna-se verdadeiramente escravo de suas necessidades, destinando toda a sua vitalidade e força criativa a simples obtenção de mercadorias. Em última instância o próprio homem se confunde com as suas necessidades transformando-se ele mesmo em uma mercadoria. 


Trata-se do processo descrito por Marx como “fetichismo”, através do qual a mercadoria é considerada portadora de vida, fazendo com que os valores de troca se tornem superiores aos valores de uso. Neste caso não se considera mais a relação entre os produtores das mercadorias e sim a pura relação entre os produtos obtidos por meio do trabalho, que se tornam portadores de um valor que é superior ao trabalho ou a relação entre os indivíduos. O dinheiro, que deveria fazer um papel facilitador, intermediário assume a lugar central, determinando as existências. 

O fetichismo pode ser compreendido a partir das práticas religiosas, ou seja, da ideia de “feitiço” ou “fetiche”, que é um objeto que teria poderes sobrenaturais. Da mesma forma, a psicologia oferece uma boa compreensão, na medida em que fetichismo é a perversão, ou seja, a satisfação sexual vem a partir de determinado objeto. Da mesma forma, no fetiche da mercadoria diz respeito ao objeto que inerte torna-se animado, humanizado, dotado de atributos especiais e que povoam a mente e os sonhos dos homens-mercadoria. 

Assim, as relações entre as coisas vão definir as relações entre os homens e o próprio homem transforma-se em mercadoria na medida em que o seu trabalho tem um preço no mercado.

O trabalho enquanto uma contínua luta pela sobrevivência

Aqui o trabalhador emprega todas as suas energias na obtenção de meios de sobrevivência. Certamente é a mais cruel das formas de alienação, porque explicita a banalização do homem, a sua desumanização.


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