A revolução agrícola e as primeiras civilizações


O surgimento das grandes civilizações está indissoluvelmente ligada com a chamada “revolução agrícola” que ocorrida a mais de 6 mil a.C. contribuiu para a fixação dos grupos humanos em determinadas regiões, ou seja, para a sedentarização do homem. Para esse evento foi de fundamental importância a descoberta, por exemplo, das sementes, que levaram ao desenvolvimento das técnicas produtivas, da especialização do trabalho e da incorporação de uma noção de presente-futuro, indispensável para o entendimento do homem como “histórico”. 

As grandes civilizações se desenvolveram sempre próximas dos grandes rios. Isso aconteceu no caso da Mesopotâmia, que hoje constitui o atual Iraque e Kuwait; igualmente foi nas margens do rio Nilo que floresceu a civilização Egípcia, e foi nas margens do vale do rio Indo que a Índia começou a desenvolveu uma civilização que se tornaria milenar, e foi próximo aos campos férteis que a China tornou-se um das maiores civilizações que a humanidade já conheceu. 

Mas não nos esqueçamos da América: aqui também o rio Amazonas foi responsável pela sustentabilidade de milhares de indígenas e diversas estruturas sociais e culturais, e na região central e fértil do México surgiu a poderosa Tenochtitlán, por volta de 500 a.C.. Pela importância que os rios desempenhavam nessas sociedades, muitos estudiosos passaram a designá-las de “sociedades hidráulicas”.

Foi exatamente o excedente agrícola produzido nas proximidades dessas regiões férteis que possibilitou a formação de núcleos urbanos, onde determinadas pessoas passaram a exercer outras atividades que não aquelas ligadas à agricultura. Trata-se de uma suposta divisão entre o trabalho intelectual (aquele em que não se produz de imediato nada de visível) e o trabalho manual, ou corporal, (que resulta em algo perceptível, uma mudança de estado). 

Com o tempo, essas pessoas, que se desligavam das atividades braçais e muitas vezes ocupavam-se de atividades que passaram a ser consideradas mais honrosas, ou seja, as chamadas “atividades intelectuais”poder político e econômico, levando grupos que detém esse poder a explorarem outras pessoas. 

E claro, que essas pessoas que mandavam começaram a acumular poder em suas mãos decidindo o que é certo e o que é errado, sempre é claro, procurando favorecer o grupo ao qual pertenciam. Começaram a viver melhor, e claro, a se sentir superiores.

Esse grupo que se achava superior não queria que sua família perdesse o poder e seus privilégios e começou a transmitir o seu conhecimento e os seus privilégios para os filhos. Assim, através do direito hereditário cada vez mais se intensificava a divisão entre um grupo de privilegiados detentores do poder e outro de pessoas que obedeciam e serviam. 

Essa elite, que não estava diretamente ligada ao trabalho produtivo foi fundamental para a organização do estado. Podemos dizer de forma bem simplificada, que para a constituição de um estado é necessário que se tenha um povo, um território e um governo (pessoas que detém o poder político para comandar e administrar outras). Vimos que a população estava crescendo, formando comunidades, que por sua vez formavam as primeiras cidades. 

Essas comunidades, praticando a agricultura, estavam se estabelecendo nas proximidades dos rios, em territórios fixos. Vimos também que a divisão entre trabalho em manual e intelectual começava a formar uma classe de governantes, responsáveis por estabelecer leis e organizar o trabalho. Tínhamos, enfim, as condições para que se formassem os primeiros estados.


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