O Egito Antigo (1 de 2) - A dádiva do Nilo e a hierarquia social


Dádiva do Nilo 



Quando falamos do Egito Antigo é comum à referência de pelo menos três elementos básicos: deserto, pirâmides e o rio Nilo. De fato, toda a civilização egípcia floresceu em torno do vale fértil do Nilo, que se prolongava por aproximadamente mil quilômetros. 







Na estação chuvosa a quantidade de água que caía nas nascentes do rio Nilo levava ao seu transbordamento e a inundação das terras à suas margens, onde se depositavam materiais orgânicos que faziam a fertilização do solo, tornando-o propício para a prática agrícola.


Os egípcios perceberam que era possível dominar as águas do Nilo, canalizando-o para regiões mais afastadas das margens, construindo diques e represas, ampliando, assim as terras que poderiam ser utilizadas para plantio e melhorando as condições de habitação e sobrevivência do ser humano.

Não bastasse o desenvolvimento da agricultura e da engenharia, o Nilo teve papel importante no desenvolvimento do comércio no Antigo Egito. Os egípcios utilizavam amplamente as águas do Nilo para comercializar os excedentes agrícolas possibilitando o desenvolvimento da civilização e o acúmulo de riquezas. 

Hierarquia social e trabalho 

No Egito se desenvolveu um tipo de sociedade teocrática, onde existia uma amálgama de política e religião, além de uma forte hierarquia social. Nessa sociedade o governante, no caso o Faraó, era considerado um monarca de origem divina, um “soberano supremo”, encarnação própria do deus Amon-Rá, e é claro, ocupava o topo da hierarquia. Não é difícil imaginar que o faraó tinha um grande poder em suas mãos, sendo considerado “o senhor de todos os homens e de todas as terras”, ou seja, todas as riquezas e terras do Egito pertenciam ao faraó. Ao mesmo tempo era considerado o maior dos juízes, sacerdote supremo e chefe militar do Antigo Egito. 

Abaixo do Faraó existiam: 

· Os sacerdotes, que tinham a função de servir os deuses, principalmente por meio de oferendas. 

· Os escribas, de quem se esperava o domínio da escrita e o registro de acontecimentos por meio de hieróglifos, onde os símbolos procuravam representar sons. A escrita egípcia era bastante complexa, composta por pictogramas (desenhos representando objetos concretos) e ideogramas (sinais representando ideias abstratas). Para a escrita, os escribas costumavam utilizar o papiro, que era uma espécie de papel feito com fibras de uma planta aquática. 

Os hieróglifos somente foram decodificados em 1822, quando o linguista francês Jean-François Champollion conseguiu decifrar a famosa Pedra de Roseta. 



· Os militares, que tinham a função de defender o Egito dos inúmeros inimigos que cobiçavam suas riquezas, ou auxiliavam na construção de canais de irrigação e túmulos. 

· Os camponeses, ou "felás" que constituíam a grande maioria da população cultivavam a terra e pagavam pelo uso da terra que pertencia ao faraó. Esse pagamento geralmente era feito em determinadas quantidades de cereal. Muitos camponeses também prestavam serviços ao faraó na construção de grandes obras públicas, como os canais de irrigação, templos e túmulos. 

· Os escravos. Existia escravidão no Egito antigo, geralmente obtidos por meio de guerras, contudo, mesmo alcançando um número expressivo em determinados momentos, a escravidão sempre foi insuficiente para suprir a demande de mão-de-obra necessária para as colheitas e para a realização das obras públicas. 

Tendo em vista essa insuficiência de escravos, era comum o recrutamento de homens livres, que através do trabalho compulsório – e mesmo contra a sua vontade – eram obrigados a trabalhar para o Estado. Essas pessoas poderiam prestar serviço na construção de um túmulo real, onde eram alojadas à noite. Caso tentasse fugir, o trabalhador compulsório poderia sofrer severas punições, inclusive se tornando um escravo.



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