A década de 1920 e a Grande Crise de 1929 (3 de 4): Os efeitos da crise


Com o efeito da crise pessoas ricas tornaram-se pobres em poucas horas. As empresas passaram a demitir em massas, o número de suicídios aumentou vertiginosamente, a pobreza, o desemprego e a mendigagem explodiu. Para mensurar o efeito desastroso da crise, em 1929 existia cerca de 10 milhões de desempregados no mundo, em 1932 o número de desempregados alcançava a impressionante marca de 40 milhões; quase todos os bancos quebraram (mais de 3 mil) com milhões e milhões de pessoas perdendo suas poupanças e investimentos; nesse mesmo período mais de 100 mil indústrias paralisaram as suas atividades (na medida em que não havia mais dinheiro para ser investido nas indústrias); em 1932 o comércio mundial tinha-se reduzido a apenas um terço do que era antes do início da crise e o Produto Nacional Publico dos Estados Unidos havia sido reduzido em 60%.

Filas se espalharam pelo país. Filas por um prato de sopa rala, filas por um pedaço de pão, filas de homens em busca de emprego. No campo, o sinal de pobreza era claro: favelas com cabanas feitas de papelão e lata proliferavam e agricultores vagavam pelas estradas à procura de serviços temporários. Enquanto nas fazendas abandonadas maçãs apodreciam e urubus comiam a carne de carneiros sacrificados em cânions (atirados pelos proprietários que não queriam gastar dinheiro com o abate), na cidade as pessoas morriam de fome. Ninguém tinha dinheiro para consumir. Assim, ninguém vendia. (http://guiadoestudante.abril.com.br/aventuras-historia/quebra-bolsa-1929-tragedia-wall-street-454593.shtml)

O único país que não foi devastado pela crise de 1929 foi a União Soviética. Isolada pelas potências capitalistas desde que adotou o socialismo, os soviéticos investiram na indústria de base e conseguiram um verdejante crescimento na década de 1930, período em que as demais potências amargavam os efeitos do colapso econômico. Em comparação com os países capitalistas, afetados pela crise, o crescimento soviético era impressionante.

Em muitos países, a quebra da bolsa evidenciou a crise do modelo capitalista e liberal, abrindo espaço para propostas de governo autoritárias, que muitas vezes pareciam sinalizar como a única possibilidade de evitar os excessos, especulações, trapaças e salvar a economia.

Na Alemanha, traumatizada por uma enorme crise em 1923, o terreno para a ascensão de um sistema radical e nacionalista estava preparado. O historiador Eric Hobsbawn, em A Era dos Extremos, é enfático: a Grande Depressão transformou Adolf Hitler no senhor da Alemanha. O regime de Hitler, tal qual o de Mussolini na Itália, foi bem-sucedido ao modernizar seus parques industriais. Em 1935, a produção dos dois países já voltara ao nível de 1929. Enquanto isso, nações subdesenvolvidas precisaram se industrializar, já que suas economias agrárias de exportação foram para o ralo, como a do café brasileiro. (http://guiadoestudante.abril.com.br/aventuras-historia/quebra-bolsa-1929-tragedia-wall-street-454593.shtml)

Pessoas em busca de alimentos. Ao fundo um gigantesco cartaz que destacava o consumismo e o chamado "estilo americano de vida".


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