Renascimento (1 de 3) - O Humanismo


O Renascimento consiste num movimento que influenciou varias áreas do pensamento humano. Das ciências às artes, da literatura à filosofia, na política e na religião, o Renascimento buscava uma nova visão do homem, de Deus e do universo, tendo início nas cidades italianas e alcançando a sua plenitude nos século XV e XVI.


Esse “renascer”, essa vivificação do homem moderno encontra o seu contraponto em uma oposição à Idade Média, que passa a ser caracterizado negativamente como um período em que a Europa esteve encoberta por trevas. 

Contudo, é um erro imaginar que o início do Renascimento marca uma ruptura intransponível entre a Idade Média e a Idade Moderna. Em nada plausível, essa hipótese não tem o menor sentido uma vez que muitas relações predominantes durante a Idade Média continuaram tendo grande importância no período subseqüente, e por outro lado, muitos dos valores cultuados no Renascimento já eram conhecidos e admirados pelos homens medievais, como no caso da cultura clássica antiga. 

O humanismo 

A ideia central que fundamenta o Renascimento é o humanismo. O humanismo afirma a dignidade do homem, valorizando suas capacidades infinitas de criação, e o torna investigador da natureza. Durante a Idade Média o conhecimento esteve sob a tutela da Igreja, que era a detentora do saber oficial (saber teológico) que dava grande margem de poder e interferência na vida das pessoas. Os pensadores que passaram a ser designados como humanistas começaram a questionar os estudos tradicionais pautados no saber produzido pela Igreja, dando maior ênfase na razão individual e à evidência empírica para se chegar às conclusões. 

Esse estudo levava em conta a necessidade de se recorrer aos textos originais greco-romanos, uma vez que para os humanistas essas duas grandes civilizações teriam sido as que mais intensamente valorizaram o ser humano em suas mais diversas manifestações. 

Um exemplo do ideal renascentista está personificado na figura de Leonardo da Vinci: pintor, escultor, arquiteto, inventor, engenheiro, além de desenvolver estudos em diversas áreas como a anatomia humana, a óptica, mecânica, cartografia, física, hidráulica e urbanismo. O homem deixava de ser uma simples criatura vinculada à vontade de Deus e tornava-se verdadeiramente um criador, ou nas palavras de Shakespeare: “dentre todas as maravilhas do universo, nada se compara ao homem”. 

Cabe destacar que o humanismo não significa um rompimento radical com a Igreja, ao contrário foi exatamente a Igreja que se transformou em uma das grandes patrocinadoras dos artistas italianos, que continuavam a utilizar muitos motivos religiosos nas pinturas. Da mesma forma os artistas renascentistas não duvidavam da existência de Deus, mas procuravam humanizar o divino, muitas vezes questionando alguns aspectos da Igreja, como ocorreu de forma extraordinária com as Reformas Protestantes. 



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