Urbanização (1 de 7): Definição, Civilizações Hidráulicas, Trabalho Manual e Intelectual e Cidadania


Levando-se em conta aspectos demográficos, pode-se dizer que urbanização é o aumento proporcional da população urbana em relação à população rural, sendo que o total da população urbana passa a superar o total da população rural.

No século XX quase todas as regiões do planeta assistiram um fenômeno extraordinário, qual seja, a migração massiva de pessoas do meio rural para o meio urbano, ou seja, para as cidades. Para exemplificar essa questão em números, por volta de 1930, somente 25% da população do planeta morava em cidades; em 1980 já eram 50% da população mundial, e em 2000 esses percentuais chegou a 60%. Estima-se que até 2025 a população mundial concentrada nos grandes centros urbanos chegue a 80% da população mundial. Quais os reflexos dessa mudança drástica? Quais as implicações para a vida das pessoas e para a sustentabilidade do planeta? São essas questões que estaremos abordando nesse tópico.

As grandes cidades da antiguidade surgiram sempre próximas dos grandes rios. Isso aconteceu no caso da Mesopotâmia, que hoje constitui o atual Iraque; igualmente foi nas margens do rio Nilo que floresceu a civilização Egípcia, e foi nas margens do vale do rio Indo que a Índia começou a desenvolveu uma civilização que se tornaria milenar, e foi próximo aos campos férteis que a China tornou-se um das maiores civilizações que a humanidade já conheceu. Mas não nos esqueçamos da América: aqui também o rio Amazonas foi responsável pela sustentabilidade de milhares de indígenas e diversas estruturas sociais e culturais, e na região central e fértil do México surgiu a poderosa Tenochtitlán, por volta de 500 a.C.. Pela importância que os rios desempenhavam nessas sociedades, muitos estudiosos passaram a designá-las de “sociedades hidráulicas”.

Foi exatamente o excedente agrícola produzido nas proximidades dessas regiões férteis que possibilitou a formação de núcleos urbanos, onde determinadas pessoas passaram a exercer outras atividades que não aquelas ligadas à agricultura. Trata-se de uma suposta divisão entre o trabalho intelectual (aquele em que não se produz de imediato nada de visível) e o trabalho manual, ou corporal, (que resulta em algo perceptível, uma mudança de estado). Contudo, pensemos, por exemplo, na atividade exercida pelo pedreiro. Ele não utiliza sua inteligência e raciocínio para erguer uma parede de tijolos? E no caso de um intelectual que escreve um livro. Esse escritor não tem um desgaste físico ao escrever esse livro?

Com o tempo, essas pessoas, que se desligavam das atividades braçais e muitas vezes ocupavam-se de atividades que passaram a ser consideradas mais honrosas, ou seja, as chamadas “atividades intelectuais” tornar-se-iam detentores do poder político e econômico, levando grupos que detém esse poder a explorarem outras pessoas.

Foi assim no caso de Atenas, a mais gloriosa das póleis gregas, onde o ideal de cidadania perpassava os indivíduos e a cidade. Mas na Atenas antiga só poderia se ocupar dos assuntos da cidade àquelas pessoas que não precisassem desempenhar nenhum tipo de atividade braçal, ou seja, aquelas pessoas que tinham escravos que faziam o trabalho necessário para o seu sustento. Igualmente, na Roma antiga, somente eram cidadãos aqueles que tinham direitos políticos, aqueles que tinham muitas terras e muitos escravos.


No mapa acima temos as regiões onde floresceram algumas das mais importantes civilizações da história da humanidade.




Nas duas imagens acima, temos a representações de Tenochtitlan, o centro da grande Civilização Mexica, que se desenvolveu na região central do território que hoje compreende o México.


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