Independência da América Espanhola (2 de 3) - O processo de emancipação


No espaço de 15 anos, entre 1810 e 1825 o império espanhol na América dissolveu-se. Pode-se dividir esse período em duas fases:

  • Entre 1810-16 um período marcado pela violência, onde várias Juntas Governamentais declaram-se independentes, ocasionando a repressão por parte da Espanha que em muitos casos consegue retomar brevemente o controle sobre suas colônias.
  • Posteriormente, entre 1817-25, a reorganização dos movimentos emancipatórios e a consolidação da independência.

Para o processo emancipatório foi fundamental o apoio da Inglaterra, que interessada em expandir suas possibilidades de comércio, não apenas apoiou os americanos, mas através da sua supremacia marítima reduziu drasticamente as possibilidades da Espanha enviar tropas para o continente americano.

No contexto das lutas pela emancipação, vários “Libertadores” se destacaram, entre os principais Simon Bolívar e San Martín e Antonio José de Sucre.

José de San Martín

Ajudou a consolidar a independência da Argentina, combatendo os espanhóis atravessando os Andes e contribuindo com a libertação do Chile.

Antonio José de Sucre

Dedicou-se a libertação da Venezuela, Peru, Bolívia e Colômbia.

Simon Bolívar

Bolívar contribuiu para consolidar a independência da Colômbia, Venezuela, Equador e Bolívia. Costuma se atribuir a Bolívar o papel precursor do pan-americanismo, por ocasião de suas idéias em relação à unificação dos territórios da antiga América espanhola na formação da Gran Colombia. Entre os princípios defendidos por Bolívar pode-se destacar:

  • Nações livres, sem nenhuma interferência das potências estrangeiras e totalmente independentes, tanto política como economicamente.
  • União dos povos, tanto com objetivo de formar blocos, sejam políticos ou econômicos, como para discutir problemas de ordem mundial.

Bolívar sonhava em manter a unidade da América espanhola, onde prevalecesse a união das nações americanas com o suposto objetivo de suportar a agressão e a opressão das grandes potências externas.

Contudo, os sonhos de Bolívar não se realizaram, muito ao contrário, o que se observou foi à fragmentação política da América espanhola. Entre os motivos que contribuíram para essa fragmentação, pode-se destacar:


Surgimento de diversas lideranças políticas e militares e as disputas pelo poder entre as oligarquias locais.

A amplidão dos territórios e a longa distância entre os principais núcleos de poder. Além disso, a própria dinâmica da colonização espanhola, vigente por séculos respeitava a máxima “dividir para melhor centralizar”, ou seja, a Espanha procurava desarticular as ligações entre os centros de poder na colônia, reduzindo assim a possibilidade de organização das diferentes regiões da colônia.

O desinteresse dos ingleses em relação à idéia de uma grande nação na América, nos moldes planificados por Bolívar.

As diferenças culturais em se tratando do amplo território que consistia os domínios da Espanha. 

San Martin
Simon Bolívar
Representação de Bolivar como um grande libertador.


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