Descolonização da Indonésia e o Timor Leste


A Indonésia (que era colônia holandesa de longa data) foi invadida pelos japoneses durante a Segunda Guerra Mundial. A derrota do Japão na Segunda Guerra precipitou o processo de emancipação uma vez que a Holanda não conseguiu retomar o controle da região (algo parecido ocorreu entre a França e o Vietnã). Havia, porém, a real possibilidade da Indonésia se alinhar com os países comunistas, ideia que desagradava os capitalistas, em especial o Estados Unidos. Era necessário, portanto, uma intervenção, ou uma descolonização negociada, no sentido de garantir o alinhamento da Indonésia com os países capitalistas. 

Em 1949 a Holanda transferiu parte do poder para os indonésios. Em 1965, o líder nacionalista Sukarno, tentou eliminar os opositores que eram a favor do capitalismo, tendo em vista a total autonomia política da região e o alinhamento com a China. Com a guinado para o lado dos comunista, os opositores de Sukarno (apoiados pelo Estados Unidos) colocaram em marcha um sangrento golpe militar, que acabou com um saldo de 700 mil mortos.

A partir deste momento a Indonésia transformar-se-ia em um rincão capitalista que tinha o objetivo de impedir a expansão do comunismo na Ásia. Assim, 1975, a Indonésia vai invadir o Timor Leste, recém descolonizado, com o objetivo de assegurar o prevalecimento da ordem capitalista. Durante décadas os timorenses lutaram por sua independência, tentaram negociações com o governo da Indonésia e apelaram para a ONU. Mesmo após a queda do muro de Berlim a Indonésia relutou em conceder a autonomia os timorenses, temerosa de que o processo de emancipação pudesse se espalhar pelas mais de 13 mil ilhas que formam o arquipélago da Indonésia, onde habitam mais de 300 etnias com algumas centenas de línguas e dialetos diferentes. 

Em 1999 a ONU interveio nos conflitos entre separatistas e grupos paramilitares a favor da Indonésia, e enviou tropas de paz para a região, passando a controlar diretamente a administração do Timor Leste, sendo presidida pelo brasileiro Sérgio Vieira de Mello (que foi morto em 2003 no Iraque, quando era representante da ONU na região). 


Abaixo uma imagem de Sukarno com o presidente Kennedy, dos Estados Unidos.

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