Moral (1 de 3) - Os "costumes de uma época"


Pode-se dizer que a moral é o conjunto de regras de conduta admitidas em determinada época por um grupo determinado de indivíduos. De forma mais simplificada, podemos dizer que a moral diz respeito aos “costumes de uma época”.

Um mundo sem uma determinada “moral constituída”, ou seja, um conjunto de regras, normas e valores coletivos torna-se verdadeiramente um caos. Se cada um pudesse fazer o que bem entendesse, não haveria moral propriamente dita. O sujeito moral tem a intuição dos valores como resultado da intersubjetividade, ou seja, da relação com os outros. Por outro lado, devemos pensar que a formatação de valores morais de uma época passa pela aceitação dos indivíduos em relação a esses costumes e regras.

Mas, como é possível perceber facilmente, a moral de uma época pode sofrer profundas alterações. Podemos utilizar como exemplo a idéia de trabalho, que durante a Antiguidade era desprezado e que na época contemporânea é valorizado. Pode-se pensar ainda nas relações amorosas entre homens, que na Antiguidade eram valorizadas, na Idade Média desvalorizada e hoje em dia passam gradativamente por uma alteração. Podemos pensar ainda na escravidão e no preconceito em relação aos negros, que gradativamente vem sendo alterado.

A experiência efetiva da vida moral supõe, portanto, o confronto contínuo entre a moral constituída, isto é, os valores herdados, e a moral constituinte, representada pela crítica aos valores ultrapassados.

O ato moral possui dois polos, o normativo, que estabelece a norma, como, por exemplo, “Não minta”, “Não cole”, e o fatual que é a efetivação da norma na experiência vivida. Nesse âmbito, a norma somente tem sentido quando é cumprida e o ato fatual somente se torna moral se realmente for obedecido. Quando não obedecido o que ocorre é exatamente a transgressão à norma.

Contudo, não podemos esquecer que o não comprimento da norma introjetada pelo indivíduo, pode, por um lado tornar o ato imoral, e por outro na medida em que aceita apenas a sua posição existencialista corre o risco de ficar a margem das normas se tornando amoral. O homem sem princípios é exatamente aquele que age independentemente da observância de qualquer norma ou moral social.



Os conteúdos dispostos nas postagens são rascunhos, podendo apresentar erros de concordância ou ortografia. Na medida do possível tentar-se-á corrigir as imprecisões, incluir a bibliografia e rever textos e informações imprecisas.

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