A produção nas sociedades tribais e a Revolução Agrícola


Nas chamadas sociedades tribais não existem um “mundo do trabalho”. Todos fazem quase de tudo e existe uma integração entre a obtenção daquilo que é necessário para a sobrevivência (por meio da caça, da pesca, coleta, criação) e outras esferas da vida social, como as festas, os mitos, os ritos, as artes, etc. 

Aos nossos olhos os equipamentos utilizados podem parecer rudimentares, mas são eficazes para realizar as atividades necessárias. Essas sociedades são conhecidas como “sociedades da abundância” ou “sociedades do lazer” na medida em que atendiam as suas necessidades matérias e sociais plenamente dedicando um mínimo de horas diárias ao que nós chamamos de trabalho. Por exemplo, os ianomâmis, da Amazônia, dedicavam pouco mais de três horas de trabalho por dia; os guayakis, do Paraguai, apenas cinco horas (não sendo todos os dias); os kungs do sul da África por volta de quatro horas diárias. 

A relação dos indivíduos com a natureza é totalmente diferenciada. A terra tem um valor cultural na medida em que dá seus frutos aos homens, e os homens tem uma grande intimidade com o meio em que vivem. 

Assim o “trabalho” integrado às outras atividades do dia e integrado ao meio não compõem um esfera específica da vida, como acontece com a nossa sociedade.

A Revolução Agrícola 

O surgimento das grandes civilizações está indissoluvelmente ligado com a chamada “revolução agrícola” que ocorrida a mais de seis mil a.C. contribuiu para a fixação dos grupos humanos em determinadas regiões, ou seja, para a sedentarização do homem. 

Para esse evento foi de fundamental importância a descoberta das sementes, que levaram ao desenvolvimento das técnicas produtivas, da especialização do trabalho e da incorporação de uma noção de presente-futuro, indispensável para o entendimento do homem como “histórico”.


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Imago História

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