A Segunda Revolução Industrial e o Taylorismo/Fordismo


Entre as características da Segunda Revolução Industrial, que se desenvolveu a partir da segunda metade do século XIX e primeira metade do século XX, podemos destacar: 

· Disseminação do modelo industrial para inúmeros países, como os Estados Unidos, Japão, França, Alemanha. 

· Utilização de novas tecnologias como, por exemplo, a lâmpada incandescente, que foi inventada em 1879, e revolucionou os sistemas de iluminação dos grandes centros urbanos e industriais. Não podemos esquecer também que a energia elétrica possibilitou a disseminação dos bens de consumo duráveis, ou seja, uma grande quantidade de utilidades domésticas que se transformarão nos sonhos de consumo da sociedade capitalista e industrial. 

· Invenção do motor a combustão, e ampliação da utilização do petróleo. 

· Utilização do aço e da borracha em larga escala. 

· Invenção do telégrafo, telefone e cinema, além de inúmeros novos inventos e aplicações. 

· Formação de grandes empresas, por meio de fusões e incorporações. 

· Novas formas de organização do trabalho, em especial o taylorismo e o fordismo. 

Uma das características da Segunda Revolução Industrial é a intensificação da divisão técnica do trabalho, em especial no início do século XX. Quem melhor justificou e teorizou a respeito dos supostos benefícios do parcelamento do trabalho, da sua necessidade e iminência foi, sobremaneira, Frederick Taylor. 

Taylor, como de resto boa parte dos industriais, burgueses, homens públicos e até pensadores viam os trabalhadores – senão todos eles, uma boa parcela – como preguiçosos e indolentes, e que no ambiente fabril, em se permitindo, criariam subterfúgios para preencher o seu tempo com qualquer coisa, menos com o trabalho. 

Pensando nisso, e interessado em racionalizar a produção e aumentar a produtividade de tal forma a obter o máximo resultado com o mínimo esforço, Taylor criou métodos para reduzir o tempo da execução das atividades. Passou a observar os trabalhadores, seus movimentos, com objetivo de suprimir movimentos desnecessários, simplificando as operações corporais necessárias para a produção da mercadoria. 

Para cumprir esse objetivo, Taylor via como imprescindível treinar aqueles trabalhadores, vigiá-los em seu trabalho, inclusive com a utilização de cronômetros de tal forma que se incorporassem na nova dinâmica do trabalho, e se isso não acontecesse puni-los de forma adequada (não mais brutal, agora invisível, pedagógica, eficiente). Tudo isso segundo Taylor, para o próprio bem do trabalhador. 

Segundo Taylor para se ter uma boa gestão é necessário seguir os seguintes princípios fundamentais: 

· O resultado e o objetivo que se querem obter devem ser claramente definidos e manter-se no âmbito das próprias capacidades. 

· Cada um deve ter a capacidade de atingir esse resultado, incluindo, para isso, a necessária autoridade e a responsabilidade pessoal. 

· Em caso de sucesso, cada um deve estar seguro de receber plena satisfação e remuneração adequada. 

· Em caso de insucesso, cada um deve estar pronto a assumir a responsabilidade e ajusta punição. 

As ideias de Taylor se espalharam rapidamente, favorecendo: 

· O desenvolvimento de toda uma ciência do planejamento, inclusive, com homens especializados em administrar homens. 

· Amálgama desse processo a idéia de que no âmbito da profissão, ou da relação indústria-trabalhador, tudo é impessoal, regido por normas, regras, enfim, uma invisível mecânica da produtividade e do aproveitamento. Não existe a figura do patrão opressor, agora temos a mão invisível de setores ou do “mercado”, por exemplo. 

· O sistema de prêmios e gratificações para os trabalhadores exemplares. 

Contemporâneo de Taylor, Ford aplicou os princípios da racionalidade e da produtividade em sua fábrica introduzindo a esteira e criando a primeira linha de montagem. 

Um dos princípios elementares da linha de montagem e a padronização da produção e das peças e posteriormente dos gostos dos indivíduos. Vejamos um relato de próprio Ford: 

“1909, anunciei certa manhã, sem qualquer aviso prévio, que daquele momento em diante construiríamos apenas um modelo e que esse modelo seria o ‘T’, com chassi exatamente idêntico em todos os veículos, e acrescentei: cada cliente poderá comprar o carro na cor que preferir, desde que seja preto”. 

Com a linha de montagem Ford evitava que o trabalhador se deslocasse dentro da fábrica na medida em que a esteira leva as peças ao lugar preciso, onde ele efetivamente irá utilizá-las. Aumenta a precisão o silêncio e a produtividade e incrivelmente potencializada: antes da linha de montagem se gastava quase dez horas para se montar um motor (em fábricas com alta especialização); seis meses após a introdução da linha de montagem esse tempo foi reduzido para cinco horas. Em poucos anos o rendimento do operário foi quadruplicado. Em 1921 Ford completava a incrível marca de cinco milhões de unidades produzidas e um americano de extrato social médio poderia adquirir o seu automóvel por menos de 600 dólares.



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