O Cristianismo


O cristianismo é a religião praticada pela maior parte da humanidade, contando com aproximadamente 2,3 bilhões de adeptos. Quando Jesus nasceu o Império Romano era governado por Caio Otávio e a Judéia era governada por procuradores romanos que estavam estabelecidos na cidade de Cesareia, nas margens do Mediterrâneo.

Os romanos adotaram na Judéia, que é o berço do cristianismo, a mesma postura política que tinham em qualquer uma das regiões conquistadas. Os povos conquistados poderiam manter o seu culto dede que não desafiassem minimamente as autoridades romanas.

O cristianismo, na medida em que defendia o monoteísmo chocava-se com o caráter divino atribuído aos imperadores romanos, isso sem contar, que era totalmente antagônico ao panteão de deuses romanos.

As cobranças de impostos e dominação externa criavam pontos de tensão e de revolta na região. Acredita-se que, por um lado, o movimento de Jesus de Nazaré fazia parte desses descontentamentos em relação à dominação romana. Jesus foi preso e acabou julgado pelo Sinédrio (conselho judaico) sendo posteriormente condenado à crucificação pelo governador romano da Judeia, Pôncio Pilatos.

O cristianismo em si pregava uma mensagem que chocava com os costumes romanos, com o princípio da igualdade entre os homens perante Deus, o desapego às riquezas materiais, o pacifismo, e principalmente a ideia de um reino para além dos limites da terra, angariando gradativamente muitos adeptos e seguidores.

Inúmeras pessoas, geralmente dos extratos mais empobrecidos seguiram Jesus de Nazaré. Entre seus apóstolos, Paulo de Tarso, estendeu o campo de pregação para além da Judéia, estabelecendo comunidades cristãs e escrevendo cartas para orientá-las. Paulo seria o responsável, por, de fato, fundar o cristianismo.

Os cristãos acabaram sendo perseguidos e colocados na clandestinidade, reunindo-se secretamente em catacumbas para proferir sua fé. No século IV o imperador Diocleciano proibiu os ritos cristãos, determinou a prisão dos líderes religiosos e estipulou a pena de morte para todos que se opusessem aos deuses romanos.

Milhares de cristãos sofreram com a perseguição romana: torturados, crucificados, e acreditam alguns historiadores, até jogados às feras no Coliseu. Quanto mais os cristãos eram perseguidos, tanto mais crescia em número de novos adeptos.

Devemos considerar que a religião romana era utilitarista, ou seja, os romanos veneravam os deuses para obter benefícios imediatistas, como uma boa colheita. Contudo, na maioria das vezes os benefícios chegavam muita mais rapidamente para os patrícios do que para a população mais empobrecida. O segredo do cristianismo, por sua vez, reside no desapego dos bens materiais e, portanto, na ausência das promessas imediatistas, e, sobretudo, na crença da vida pós-morte, muito mais significativa do que a vida terrena, passageira e permeada pelo sofrimento.

Em 313 o imperador Constantino convertido ao cristianismo e decreta o Édito (decreto) de Milão possibilitando a liberdade de culto. Constantino passa a utilizar o famoso lábaro (cristograma, formado a partir das letras gregas Chi (χ) e Ró,(ρ), iniciais de Χριστός (“Cristo”, em grego). Conta-se que Constantino sonhou com este emblema e uma voz dizendo “Neste sinal conquistarás” (In hoc signo vinces). Ao acordar ordenou aos seus soldados que pusessem o emblema nos seus escudos; nesse mesmo dia lutaram contra as tropas de Magêncio e ganharam a Batalha da Ponte Mílvia (312), fora de Roma.


Em 390, Teodósio adota o cristianismo como religião oficial do Império. Mais do que isso, com o Édito de Tessalônica todos os súditos do Império Romano a se converterem ao cristianismo, considerando todas as outras crenças praticadas no Império “loucura e blasfêmia”, considerando heréticos todos aqueles que se negassem a seguir o cristianismo, seno passíveis de punição pela força divina e dos homens, ou seja, o Estado passava a perseguir e punir todos os indivíduos que se negassem a conversão ao cristianismo e a adoração da chamada santíssima trindade, uma das premissas básicas da fé cristã. De perseguido o cristianismo, tutelado agora pelo Estado se transformava em perseguidor.


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