Principais modais de transporte



Principais modais de transporte

Aquaviários – Sistemas que utilizam mares e oceanos (transportes marítimos), rios e lagos (transportes hidroviários) como vias de transporte. Apesar do custo de infraestrutura elevado (Necessidade de construir portos e investir em grandes obras físicas, como canais, hidrovias e dragagens) tem a grande vantagem da possibilidade de transportar grandes volumes de cargas.

Terrestres – Tratam-se do transporte rodoviário, ferroviário e dutoviário (cargas líquidas, sólidas e gasosas).

Aéreos – Basicamente o deslocamento por avião. Principal vantagem é a rapidez do deslocamento. Custo elevadíssimo e necessidade de grandes obras de infraestrutura (em especial os aeroportos).

Deve-se destacar que na atualidade pode-se utilizar mais de um modal no transporte de cargas, mercadorias e pessoas. A área que se ocupa dos transportes dentro da atual fase da globalização é a logística. A logística se preocupa com três fatores fundamentais: o custo, tempo e a qualidade (assim no momento de transportar uma carga leva-se em conta o custo do frete, os horários para o envio da mercadoria, a frequência de envio, a duração do trecho a ser percorrida, a carga que está sendo transportada, etc.).

A Europa e o Eurotúnel

De uma forma geral o continente europeu possui uma complexa e bem estruturada rede de transportes, destacando-se:

· Aquaviário – Mar Mediterrâneo é o berço do mundo antigo, com inúmeros portos e um grande desenvolvimento tecnológico. Merece destaque o sistema hidroviário que interligam os rios Reno-Meno-Danúbio, conectando o mar Negro ao mar do Norte.

· Terrestres – Ótima rede de rodovias e, principalmente de ferrovias, com trens de alta velocidade. Merece destaque o Eurotúnel (inaugurado em 1994), com 50 km de extensão, sendo que 37 km estão sob as águas do canal da Mancha ligando a França ao Reino Unido.

A América do Norte e o transporte aéreo

Os Estados Unidos e o Canadá tem uma rede muito bem estruturada, com papel de destaque para o transporte ferroviário e de navegação fluvial. Mesmo contando com rodovias extensas e bem pavimentadas o padrão de transporte de cargas nesses países não é o rodoviário, mas o ferroviário.

Os norte-americanos são os maiores usuários do transporte aéreo no mundo, com os aeroportos mais movimentados, e as companhias com as maiores frotas de aviões.

A América do Sul e o transporte rodoviário brasileiro

Em relação à América do Sul, deve-se destacar que:

· Tem um sistema ferroviário deficitário e sem possibilidades de interligação.

· Utilização insuficiente das bacias hidrográficas.

No caso do Brasil o modal de transporte mais utilizado é o rodoviário. Tem-se o incremento do transporte rodoviário a partir da década de 1950, em especial no governo do presidente Juscelino Kubitschek.

O Governo JK, considerado uma ponte entre o velho e o novo Brasil, foi marcado por importantes realizações administrativas. No campo econômico adotou a política desenvolvimentista. Desenvolvimentismo é qualquer tipo de política econômica baseada no crescimento da produção industrial e da infraestrutura, com participação ativa do estado, podendo se associar ao capital privado nacional e estrangeiro. Muitas vezes, o governo busca atrair capitais estrangeiros, concedendo às empresas multinacionais facilidades, inclusive, com a isenção de impostos.

No caso de JK, apesar da participação do capital estatal e nacional privado, a grande opção foi pelo modelo de desenvolvimento dependente, onde se tem a abertura do país ao capital estrangeiro, em especial norte-americano, concedendo-se facilidades excepcionais.

Com o seu Plano de Metas, que adotava o lema “50 anos em 5” o governo JK tinha como objetivo a aceleração do desenvolvimento econômico, crescendo o equivalente a 50 anos em apenas cinco. Foram definidas cinco grandes áreas em que o governo JK prometeu investir o dinheiro público: energia, transportes, alimentação, indústrias e educação.

O crescimento industrial no período do governo Kubitschek foi o maior de toda a história do Brasil. Em seu governo, a produção industrial cresce 80 %, sendo que o crescimento da economia alcançou robustos 8,1% ao ano.

Pode-se dizer que das áreas previstas para grandes investimentos nos Planos de Metas, a dos transportes recebeu grandes investimentos, em especial a rede rodoviária, uma vez que atendia o interesse das multinacionais dos automóveis que se instalavam em território nacional. Foi construída a Belém-Brasília (com 2000 km), a Acre-Brasília (com 2.500 km). A Fortaleza-Brasília (com seus 1500 km) entre outras. Tratava-se de interligar o Brasil a sua nova capital, ao novo centro do poder.

A opção pelo transporte rodoviário e a instalação das multinacionais, entre outras consequências ocasionou a venda da única fábrica de motores nacionais, a estatal FNM, deixando definitivamente o país de fora de um dos maiores negócios do mundo, hoje totalmente absorvido pelas montadoras internacionais.

Por outro lado o modelo rodoviário foi altamente nocivo, uma vez que alongo prazo significou o abandono dos investimentos no transporte público e do sistema ferroviário nacional. Para ter uma ideia, atualmente, a pequena e sucatada malha ferroviária existente, em comparação com a vasta extensão territorial do país, resulta numa densidade ferroviária inferior a da Argentina, da Bélgica e de outros países.

A América Central e o Canal do Panamá

O Canal do Panamá foi inaugurado em 1914. Trata-se de uma das maiores obras de engenharia do século, ligando o oceano Atlântico ao Pacífico. Construído pelos Estados unidos e França, o canal de 82 km foi administrado pelos norte-americanos até 1999, ano em que o Panamá tomou o controle de passagem.

Ásia

Não conta com uma boa estrutura rodoviária e ferroviária, sendo que os países asiáticos com as melhores redes de transportes são o Japão, a China e a Coreia do Sul.

No modal ferroviário destaca-se a Transiberiana, que com mais de nove mil km liga a cidade de Moscou na Rússia a Vladivostok na Sibéria. 


Cabe destaque na Ásia a grande estrutura e movimentação portuária. Em relação à movimentação de containers, 9 em 10 estão no continente asiático: Cingapura; Xangai, Hong Kong, Shenzhen, Guangzhou, Ningbo, Quingdao (China); Busan (Coréia do Sul); Dubai (Emirados Árabes Unidos).


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