Reformas Religiosas (1 de 7) - Os Valdenses, John Wycliff e Jan Huss


A partir do século XIV a Europa vai passar por várias alterações, como o movimento das Grandes Navegações, que representava um continuísmo na grande aventura das Cruzadas; o movimento Renascentista, que influenciou várias áreas do pensamento humano e propôs uma nova forma de se pensar o homem e o universo; e a centralização do poder nas mãos dos reis, na formação dos Estados Absolutistas.

Todas essas modificações acabaram influenciando a Igreja Católica. Alguns homens, no seio da Igreja não concordavam com determinadas práticas e propunham uma revisão das práticas religiosas. No século XVI essa reforma vai se precipitar em uma ruptura da Igreja Cristã na Europa Ocidental, dando origem as chamadas religiões protestantes que acabaram por se tornar hegemônicas em vários países da Europa.

O Renascimento questionava em vários pontos o poder da Igreja Medieval, que os humanistas consideravam muitas vezes obscurantista, marcado pela irracionalidade e pelo misticismo. Durante o período final da Idade Média, marcado pelas guerras e pela peste que assolou a Europa, havia vários pensadores que lançavam seus questionamentos em relação a alguns dogmas e a ortodoxia da Igreja católica, no que ficaram conhecidos como heréticos. Ainda no século XII, os chamados Valdenses (que seguiam Pedro Valdo) afirmavam que a bíblia deveria ser escrita em linguagem popular e que todos deveriam ter acesso as escrituras. Os valdenses foram duramente perseguidos pela Igreja.

No século XIV o inglês e doutor de teologia pela Oxford, John Wycliff, levantou diversos questionamentos em relação à Igreja. Pregava o retorno dos princípios pregados pelos primeiros evangelistas, como a pobreza e a distribuição da riqueza para os pobres. Defendia que o poder da Igreja deveria ser limitado às questões espirituais e que o poder do Estado deveria ser exercido pelo rei. Suas idéias seriam utilizadas por outro pensador, teólogo e reitor da Universidade de Praga, Jan Huss. Huss se ocupou em criticar duramente os escândalos de inúmeros clérigos, e chegou a afirmar que ninguém é representante de Cristo se não imitar os seus costumes, além de criticar a venda de indulgências e a hierarquia religiosa. John Wycliff acabou excomungado e Huss foi queimado vivo em 1415.

O que importa constatar é que já havia contestações que serviram de base ideológica para os pensadores que levaram a cabo o grande movimento de contestação a Igreja dominante no século XVI.


Abaixo, uma ilustração do julgamento de Jan Huss, em 1415.


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