Renascimento (3 de 3) - Principais valores renascentistas



Entre as principais características do movimento renascentista podemos destacar: 

· Classicismo. Trata-se exatamente desse olhar que é lançado à antiguidade greco-romana, que muito mais que uma pura volta ao passado se constituiu enquanto uma reinterpretação desse passado. 

Um dos exemplos mais significativos são os estudos em relação à anatomia humana, que passe a ser aplicado nas pinturas e esculturas. Outa mudança importante nas pinturas renascentistas é a aplicação da perspectiva com a representação da profundidade e da realidade tridimensional. 




· Individualismo. Temos aqui a afirmação da perfectibilidade humana, que é expressa através da grandeza do homem e de sua capacidade de criação, uma grande valorização das imensas possibilidades de cada ser humano, da sua liberdade de consciência. 

· Hedonismo (do grego hedone, que significa prazer). Afirmava a busca do prazer, especialmente o prazer espiritual que visa à autossatisfação. Essa busca deveria se realizar de forma sensorial, utilizando-se para tanto da beleza contida no meio natural. 

· Naturalismo. É exatamente essa valorização da natureza, a integração do homem ao meio natural e ao universo como um todo. Tratava-se de descortinar o véu que limitava as capacidades inventivas humanas, superar o fantástico e o mítico que cercava o mundo, dando impulso à investigação naturalista. 

· Antropocentrismo (do grego anthropos, humano, e kentron, centro). Essa idéia faz referência a uma nova ênfase que se contrapunha ao teocentrismo, centrada em Deus, que dava grande poder à Igreja enquanto guia dos homens, que figuram como indivíduos sujeitos a vontade de Deus. Ao contrário, no antropocentrismo temos o homem como o centro do universo, aquele que é capaz de fazer a sua própria história, dominar o seu destino. 

· Espírito crítico e desenvolvimento da ciência. Trata-se da valorização do experimento, da verificação da natureza e da potencialidade de criação e capacidade humana em detrimento das explicações místicas e seculares proferidas pelos textos sagrados. Esse espírito crítico abriu espaço para o desenvolvimento das ciências, da matemática, da arquitetura, astronomia, física, etc. 

Para o desenvolvimento da ciência foi de fundamental importância à contribuição do ourives e impressor Johannes Gutenberg, que revolucionou a impressão com o desenvolvimento de matrizes para a impressão com tipos móveis metálicos. Com essa inovação Gutenberg revolucionou a tipografia sendo considerado o “inventor da imprensa”. 

É importante ressaltar que o método de Gutenberg se disseminou rapidamente, tornando a impressão de livros muito mais viável economicamente, quebrando com o monopólio da escrita e do conhecimento que pertencia a Igreja. 

· Racionalismo. Sobretudo a valorização da razão. Segundo os pensadores racionalistas a verdade não pertencia ao campo do misticismo ou superstições, ao contrário, somente poderia ser aceito como verdade aquilo que o homem poderia compreender por meio do intelecto. O racionalismo foi fundamental para o gradativo decréscimo do poder e do monopólio que a Igreja tinha sobre o saber escrito. 


O famoso Homem Vitruviano, de Leonardo Da Vinci. Trata-se de um "redescobrir" do ser humano, planificado na simetria e no estudo matemático das proporções do corpo humano. Talvez o esboço mais famoso da história da arte. 

Com Michelangelo o homem se aproxima do divino.

Imagem característica da ideia do antropocentrismo, grosso modo, o homem colocado no centro do universo.


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