O período Napoleônico (2 de 4) - Império (Guerras de expansão, Bloqueio Continental e Campanha contra os Russos)



Império (1804-15)

Em 1804, por meio de um plebiscito, Napoleão é aclamado imperador dos franceses, dando início ao período do Império (1804-1815), que será, sobretudo, marcado pelas guerras de expansão.

Alegava-se a necessidade de levar as conquistas da Revolução para o resto do mundo. Há de se destacar que durante a expansão napoleônica, muitos povos acolhiam as tropas de Napoleão ou não pegavam em armas para lutar contra elas, na medida em que em muitos países, como no Sacro Império Romano, a nobreza tinha privilégios e as tropas de Napoleão simbolizavam o fim desses privilégios de classes. 

Os nobres, por outro lado, em vista da iminência das tropas napoleônicas e receosos do furor do povo fugiam das cidades dominadas pelos franceses. Assim, não raro, as tropas francesas eram vistas como libertadoras e os soldados como verdadeiros heróis.

Contudo, a expansão Napoleônica tinha também o objetivo de obter divisas para o falido cofre francês. A avidez dos franceses logo mostrou sua faceta na rapina e saques de igrejas, palácios e da própria população dos territórios conquistados. Em algumas situações até mesmo com um extremado desprezo dos franceses em relação a instituições consideradas ultrapassadas, utilizando-se, por exemplo, igrejas como estábulos. O anticlericalismo, aliás, foi incentivado por Napoleão, que permitiu que a aristocracia dos países dominados se apropriasse de inúmeros bens do clero, como monastérios e igrejas, que em muitos casos foram leiloados.

A população conquistada, por sua vez, muitas vezes deixou de pagar impostos à nobreza de seus países, mas tinha que pagar impostos aos franceses, inclusive, com cobranças em relação aos imóveis, que passou a depender do número de portas e janelas. Essa forma de cobrança gerou uma situação um tanto quanto bizarra, onde muitas pessoas passassem a fechar as janelas com tijolos. 

A imagem de Napoleão assolava os monarcas europeus, conquistando em pouco tempo amplos territórios. Um invento da época da Revolução sintetiza o desejo de domínio de Napoleão: o telégrafo óptico. Por meio de torres, o posicionamento de réguas possibilitava a transmissão de mensagens codificadas rapidamente, fazendo com que Napoleão estendesse efetivamente o seu domínio por vastos territórios. Em menos de 10min conseguia-se transmitir a mensagem a mais de 200 km de distância.

Mesmo sendo senhor da Europa, a grande ambição de Napoleão, a Inglaterra, continuava intocada. Devemos lembrar, também, que o confronto entre França e Inglaterra, significa no plano das ambições desses países o confronto entre suas respectivas burguesias pelo controle de mercados e ampliação das possibilidades de lucro.

Mas, para conquistar a Inglaterra, teria necessariamente que ser através do mar, e na água a Inglaterra era hegemônica. Como estratégia, Napoleão decretou o Bloqueio Continental, ou seja, nenhum país do continente poderia comercializar ou receber navios ingleses. 

Em 1812 Napoleão alcançava sua máxima expansão territorial, mas internamente às criticas se acentuavam e no plano externo pululavam lutas nacionalistas. Em 1810 a Rússia rompe o Bloqueio Continental e volta a comercializar com os ingleses. Como represália Napoleão invade a Rússia em 1812, com uma tropa de 600 mil soldados. O resultado dessa invasão foi um dos maiores desastres militares da história. A Rússia adotou a tática de terra arrasada, ou seja, conforme iam fugindo dos invasores destruíam e incendiavam tudo que pudesse ser útil. 

Assim, as tropas de Napoleão alcançam Moscou, para apenas visualizar uma cidade fantasma que ardia em chamas. Em pouco tempo o inverno russo dizimaria as tropas alemãs, quebrando o mito de sua invencibilidade e incentivando os inimigos da França a se unirem: Inglaterra, Áustria, Prússia e Rússia, formando um gigantesco exército e partindo para a ofensiva, que obtém sucesso e consegue a ocupação da França em 1814. 

Napoleão é enviado para a Ilha de Elba, no mar Mediterrâneo e quem assume o poder restaurando a Monarquia é ninguém menos que Luís XVIII, irmão de Luís XVI, o rei francês que fora guilhotinado pela Revolução. Inúmeros monarquistas emigrados retornam ao país e começa a perseguição aos ex-revolucionários e republicanos. 


No cartoon abaixo, publicada na Inglaterra, temos Napoleão na ilha de Elba. O diabo convida-o a cometer suicídio. Observe a referência ao trono. No lugar da águia imperial aparece um corvo e um velho canhão sinaliza a derrocada do poder Napoleônico. 


Na imagem abaixo retrata-se a expansão napoleônica, onse sugere-se que Napoleão deseja dominar todo a mundo. 


Os conteúdos dispostos nas postagens são rascunhos, podendo apresentar erros de concordância ou ortografia. Na medida do possível tentar-se-á corrigir as imprecisões, incluir a bibliografia e rever textos e informações imprecisas.

P.S. - Se você curtiu as postagens e o blog foi útil não deixe de clicar em um dos anúncios!


Imago História

Um comentário:

Os conteúdos dispostos nas postagens são rascunhos, podendo apresentar erros de concordância ou ortografia. Na medida do possível tentar-se-á corrigir as imprecisões, incluir a bibliografia e rever textos e informações imprecisas.

P.S. - Se você curtiu as postagens e o blog foi útil não deixe de clicar em um dos anúncios!