Grandes Personagens - Napoleão Bonaparte


Tanto como primeiro-cônsul quanto como monarca autoproclamado, Napoleão não tolerava oposição, fosse dentro ou fora da França. Ele mudou seu país e redesenhou o mapa da Europa, mas seu plano de dominação mundial foi frustrado pelos britânicos.

Ele nasceu Napoleone Buonparte, em Ajaccio, Córsega, logo após a França ter adquirido de Gênova a ilha mediterrânea. Aos 10 anos, foi enviado ao colégio militar, onde era desprezado como estrangeiro. Depois de ter se formado, foi designado oficial de artilharia.

Nessa época, ele se filiou a um dos clubes jacobinos revolucionários de Grenoble e se envolveu com o nacionalismo corso. Em 1792, foi eleito tenente-coronel dos Voluntários de Ajaccio, mas, após uma ação malsucedida na vizinha Sardenha, se desentendeu com os nacionalistas e teve de fugir para Marselha com a família.

Quando a Revolução Francesa eclodiu, ele se uniu aos republicanos e ajudou a expulsar os britânicos de sua fortaleza em Toulon. Tendo servido com distinção como oficial de artilharia, foi nomeado comandante da artilharia do exército francês da Itália. Quando Robespierre caiu, Napoleão foi brevemente preso. Solto, assumiu um posto no exército do interior e salvou a Convenção Nacional de 1795, disparando um canhão contra as multidões que se opunham a ela.

Como recompensa, recebeu o comando do exército da Itália. Ele se casou com a viúva Josefina de Beauharnais e mudou seu nome para o francês: Napoléon Bonaparte.

Depois de ter derrotado os exércitos da Áustria e da Sardenha, ele marchou para Turim, levando à cessão de Nice e Savoia para a França. No ano seguinte, terminou de expulsar os austríacos da Itália. Em seguida, instalou uma série de governos fantoches nas regiões da Itália e saqueou os tesouros artísticos do país.

Diretório, que governava a França na época, pediu-lhe que invadisse a Inglaterra. Em vez disso, ele propôs tomar o Egito como preparação para a conquista da Índia Britânica. Em 19 de maio, içou âncoras com 35 mil homens, desembarcando em Alexandria. Tendo concordado com a preservação da lei islâmica, reestruturou o governo egípcio.

Mas, em 1º de agosto de 1798, os britânicos, sob o almirante Nelson, destruíram sua frota na Batalha do Nilo, isolando-o da França, e, em março do ano seguinte, ele foi derrotado na Síria por um exército turco sob comando britânico.

A essa altura, o exército francês era assolado pela peste e, em agosto, Napoleão abandonou seus homens e fugiu de volta para a França. Ele chegou em 14 de outubro e se juntou a um golpe de Estado contra o Diretório desferido em 9 de novembro, tomando o poder como um de três cônsules, com poderes para contratar e demitir membros do Conselho de Estado, oficiais de governo e juízes. Ele rapidamente consolidou sua posição como governante absoluto da França.

Naquela época, Napoleão ainda mantinha alguns ideais progressistas. Ele melhorou a educação, estimulou a indústria, reestruturou a dívida pública e consolidou as leis no Código Napoleônico. No entanto, reintroduziu o catolicismo romano como a religião do Estado, começou um programa de construção tendo a Roma imperial como modelo e amordaçou a imprensa. Napoleão mantinha o controle usando sua polícia secreta e uma rede de espiões.

Ele venceu os austríacos novamente na Batalha de Marengo, assinou um tratado de paz com a Inglaterra e, em 2 de agosto de 1802, foi proclamado primeiro-cônsul vitalício. Mas isso não era o bastante. Ele anexou a Savoia- Piemonte, ocupou a República Helvética (atual Suíça) e os Países Baixos e enviou um exército para retomar o Haiti, que declarara independência em uma revolta de escravos.

Enquanto isso, buscou isolar a tradicional inimiga Inglaterra restringindo seu comércio, o que levou à guerra em maio de 1803, quando reuniu um exército de 170 mil homens prontos para invadi-la. Ele usou a descoberta de um complô para assassiná-lo a fim de estabelecer uma dinastia hereditária. O papa foi chamado em Roma para coroá-lo imperador da França, mas, chegado o momento, Napoleão tomou a coroa e coroou a si mesmo, coroando Josefina em seguida. No ano seguinte, foi coroado rei da Itália e instalou membros de sua família e da de Josefina em vários tronos europeus.

Em 21 de outubro, sua frota foi fragorosamente derrotada por sua velha inimiga, a Marinha Real britânica, na Batalha de Trafalgar (próximo ao sudoeste da Espanha), acabando com qualquer possibilidade de invasão da Inglaterra. Em 13 de novembro ele tomou Viena e, em 2 de dezembro, acabou com os austríacos na Batalha de Austerlitz. O tratado de paz adicionou Veneza e a Dalmácia ao reino italiano de Napoleão.

Em 12 de julho de 1806, ele tomou sob sua proteção os Estados germânicos do velho Sacro Império Romano, formando a Confederação do Reno, e derrotou os prussianos definitivamente em Auerstadt e Jena em 14 de outubro, tomando todas as terras entre o Reno e o Elba.

Seguiu-se uma guerra com a Rússia, terminada com a vitória de Napoleão na Fridlândia, após a qual ele assumiu o controle da Polônia. Agora apenas os ingleses o separavam da dominação total do continente europeu.

Incapaz de derrotar a Inglaterra no mar ou invadi-la, ele tentou um bloqueio. Mas os portugueses – aliados de longa data dos ingleses – se recusaram a aderir. Napoleão marchou sobre a península Ibérica. O ditador forçou o rei Carlos IV e seu filho Ferdinando VII a abdicar em 5 e 6 de maio de 1808 e instalou seu irmão, José Bonaparte, no trono espanhol.

Quando a Inglaterra foi em auxílio de Portugal, arrastando Napoleão para a Guerra Peninsular, as colônias latino-americanas dos países ibéricos aproveitaram a oportunidade para declarar independência.

Quando a imperatriz Josefina se mostrou incapaz de dar-lhe um herdeiro, Napoleão se divorciou dela e casou-se com a princesa Maria Luísa, filha do imperador da Áustria. Ela lhe deu um filho, que foi nomeado rei de Roma, mas nunca reinou.

Na Guerra Peninsular, Napoleão se viu perdendo para o duque de Wellington. Sua resposta foi intensificar o embargo comercial. Quando a Rússia se recusou a aderir, Napoleão invadiu, derrotando os russos na Batalha de Borodino, de 7 de setembro de 1812. Uma semana depois, ele chegava a Moscou, apenas para encontrá-la deserta e em chamas. Com a chegada do inverno russo, Napoleão não teve alternativa a não ser recuar, sob ataques constantes do exército russo, mais acostumado às condições extremas. Napoleão fugiu novamente, deixando seu exército à mercê do destino. A maioria de seus soldados nunca voltou da Rússia.

De volta a Paris, Napoleão reuniu um novo exército, que derrotou os russos e os prussianos em Lützen e Bautzen, em maio de 1813. Mas ele foi derrotado na Batalha das Nações, em Leipzig (de 16 a 19 de outubro). Forças da coalizão invadiram a França no ano seguinte e, em 13 de março de 1814, tomaram Paris. Napoleão abdicou em 6 de abril e foi exilado na ilha de Elba, próxima à Itália, então sob controle britânico.

Ele escapou, desembarcando novamente na França, em Cannes, em 1º de março de 1815. O exército o apoiou, mas agora Napoleão tinha contra si as forças combinadas de Inglaterra, Prússia, Áustria e Rússia. Ele decidiu lutar primeiro contra seu inimigo, o duque de Wellington. Eles se encontraram em Waterloo em 18 de junho de 1815. Napoleão atrasou o ataque naquela manhã para permitir que o campo secasse para sua cavalaria, uma decisão que se mostraria fatal, dando tempo para que reforços prussianos sob Gerhard von Blücher chegassem em cima da hora e o derrotassem.

Dessa vez, ele foi exilado em Santa Helena, uma remota ilha britânica no Atlântico sul, onde escreveu um livro de memórias para assegurar sua lenda.

Ele morreu em 5 de maio de 1821, oficialmente de câncer no estômago, apesar de poder ter sido envenenado, proposital ou acidentalmente, já que o arsênico era um remédio popular na época. Apesar de Napoleão ter sido honrado, ele foi tão descuidado com a vida dos jovens franceses que a população do país se manteria baixa pelas décadas seguintes.





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